Vous lisez le journal de [info]lugutti

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O cheiro das Manhãs

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* * *


Eu fugi daqui mesmo, viu?

esse aqui, tadinho, tem em si tanta mágoa, tanto peso...
fiz um outro, um que pareça mais velho, mais forte, mais seguro, mais feliz....

mais como eu tou agora...


http://luisacoms.blogspot.com/

vai lá...

Humeur actuelle:
curious curious
* * *

Comecei este aqui e estava tudo em ordem na minha vida, como eu achava que tinha que ser sempre e pra sempre.
 
 
 
aí mudou tudo. e tudo deixou de ser como eu achava certo e legal. e eu me magoei um bocado. eu fiquei mal... o cocô do cavalo do bandido mesmo. eu disse não a coisas boas. disse sim àquilo e àqueles que me faziam mal. na hora era tão bom que eu esquecia do parto que seria esquecer td depois. esquecer os não que deviam ser sim, esquecer os sim que deviam nem ter sido diálogos.... esquecer consequencias... em todos os sentidos.
 
ontem eu não dormi direito. pensava em algo bom, pegava no sono, pimba, sua cara feia me assombrava. ah não dá sabe. 
 
de modos diferentes pus pra fora todo tipo de sentimento. e ainda assim tem um monte de coisa estranha ocupando minha cabeça. mas não dá pra dar mais espaço pra depressão. não quero. 
eu já decidi... já te tirei de mim, de perto. tirei tudo de você que ainda me atingia. eu estou limpa, rs... livre.
  
 mas agora não é nem tirar você. é me tirar mesmo desse poço de lama em q gosto de me enterrar pra poder continuar sem me arriscar nem me envolver te culpando sempre pelos meus medos.
 
acho que vou abandonar esse journal.
começou há muito tempo, viu coisa demais, revela muito de uma "eu" que eu mesma prefiro não conhecer.
então acho que isso é um tchau.
 
um desses de verdade que eu estou aprendendo a dar por aí.

* * *
Eu lembro de você. Eu lembro das músicas, das cores, de cheiros, sabores, toques. Eu lembro de apelidos. Eu lembro de muita coisa. Aí eu vejo fotos e vejo como não lembro de tudo, de como lembro pouco. Não lembro de alguns presentes, não lembro de alguns passeios, não lembro de datas. A gente esquece.
 
Eu olho no meu quarto e as coisas não têm mais seu nome. Já não me lembro quem deu até perceber isso e lembrar de você. Não lembro de algumas coisas. A sua caixa está aqui. Junto de um envelope e alguns CDs e uma aliança e embalagens e bilhetes e do álbum. Tudo dentro de uma outra caixa... de coisas a não serem mexidas... ou lembradas. A salvo da memória e de alguma possível crise de ódio, rs.... Mas nem do ódio eu me lembro direito.
 
É engraçado porque quando eu converso de você - sem poder dizer nada, sem querer revelar você, sem querer contar nada - eu puxo as lembranças. Elas nem sempre vêm fáceis. Percebi que elas estão de fato numa gaveta. Elas não estão mais livres. Isso é realmente estranho de se perceber... como a gente tira as coisas do alcance da mão quando resolve querer.
 
Eu entendi como você me decidiu tentar me esquecer. Na verdade dá pra fazer isso. Por que não me disse antes? Dá pra esquecer. E eu que achava que não... Mas dá... já deu, na verdade. E agora, só agora, é bom ver coisas, mexer em memórias e no passado e falar de você e ouvir músicas do nosso show da nossa banda do seu cantor favorito ... e não sentir nada. 
 
Eu não choro. Eu não lembro até que me lembrem. Eu tenho vontade de te escrever e te contar que eu esqueci. E que podemos continuar assim pois está tudo dando certo. Mas tenho medo de você responder. Ainda que responda sem maldade ou responda para machucar, tenho medo da sua resposta. Prefiro não arriscar contato. Não gosto da idéia de você podendo me procurar. Não gosto muito de lembrar que você existe, na verdade.
 
É que a vida vai pra frente a uma velocidade incrível assim que a gente deixa. Eu deixo.
Humeur actuelle:
satisfied ....
Musique actuelle:
October - Evanescence
* * *
 só para não perder o texto.
e apagar seu testmonial. e apagar seus telefones. e apagar suas fotos. e apagar você.
te odeio.
 
 
 
 

como tornar salada interessante

salada
salame
infame
inflame
inflama
lama
cama
... hmmm
*

Humeur actuelle:
disappointed disappointed
* * *

Você está apaixonada!
 
Acho que sim...

* * *
quero dizer verdades quero odiar e sentir vontade de matar (a pessoa certa)
 
e ainda me dizem:
- você precisa aprender a deixar sua raiva aflorar. ter raiva é bom, é humano.
 
 
 
 

 
 

  
 
@#%#$)%$*&@)%*_*%¨$%(#)$%$%&*$)¨%*$!)#)¨*%¨)& e vá se foder antes que eu esqueça.

* * *

 
 
 
 
 

Vamos dar o tiro no ouvido?
Vamos?
Largar essa vida
largar esse mundo
comprar o último bilhete
e desembarcar na estação central do Infinito perante
a comissão importante de arcanjos bem-aventurados profetas vivôôóô

Vamos acabar com isso,
dar o fora nas aporrinhações. Adeus contrariedades.
Nunca mais desastres
nem calos
nem desejos
nem percevejos nem nada.

Só um gesto
PUM PUM
Acabou-se.

Já estou cansado da Metro, da Paramount,
de todas as marcas inclusive a barbante.
Ó fita pau.
Repetir é cansar dobrado.
Me dá o braço,
vamos embora.

A vida foi feita pros trouxas
que desperdiçam as riquezas do coração
nessa lengalenga infindável
e depois vão dormir o sono abençoado dos burros justos pra recomeçar no dia
seguinte cedinho.

Vida que não é vida....
(Suspirei
foi pra abrir o peito,
soltar o último desgosto).

Estou pronto para sair.
Vamos sair juntos?
É mais divertido
E enche mais os jornais, um suicídio duplo, hein?
que mina pros repórteres e pros
cidadãos que gostam de misturar
o café matinal com histórias
de Smith and Wess.

A noite está fria.
Noite indiferente.
Vamos morrer daqui a um minuto
(se você não roer a corda)
e no entanto o Cruzeiro do Sul parece dizer: que me importa.
E astros águas e terras repetem maquinalmente: que me importa.

Eles têm razão.
Nós também temos.
Dois contribuintes de menos
que perderá o Brasil com isso.
No frio da noite os amorosos multiplicam a espécie. 0 Brasil é tão grande.
Mais grande que o mundo inteiro.
Estamos caceteados, vamos embora.

Adeus minha terra terra bonita
pintada de verde
com bichos esquisitos e moleques treteiros,
abençoada pelo deus brasileiro das felicidades e descarrilamentos. Meu povo
amigos inimigos canalha miúda
me despeço de todos sem exceção.
Apesar de ser inútil
Se lembrem de mim nas suas orações.

Está na hora.
Agora vamos.
Me acompanhe nesse passo
tão complicado.
Me ajude a morrer, morre com a gente,
irmãozinho.

Vamos fazer a grande besteira:
rebentar os miolos
e ir receber no céu o castigo dos nossos amores e o prêmio das nossas devassidões.

Carlos Drummond de Andrade

* * *
Ela mexia no cabelo, dava risadas falsamente tímidas, escrevia apertado na folha... Cada comentário do professor virava uma setinha torta e um mini texto em azul, rabiscado em algum canto de sua cópia do poema. Mal terminava de escrever e mostrava para ele as palavrinhas apertadas que coloriam o texto. Ele ria-se de sua meninice, de suas cores, de sua letrinha miúda. 
 
Ele a ouvia: respirava pausadamente enquanto mascava chiclete em quase silêncio. Era uma graça com sabor tutti fruti que, pelo além óculos, o observava fora de foco. Via, na verdade, uma nuca branca, contornada suavemente por uma blusa cor de rosa e um vasto cabelo curto. Ela não o via mascando chiclete e também não podia ouvir sua respiração... mas ela podia vê-lo. Limitava-se, então, a observar sua boca repetindo baixinho tudo que o professor dizia antes de anotar de caneta preta no papel. 
 
Ele fingia não saber era observado. Ela fingia não observar. Mas tudo era motivo para contato visual, risos, toques, tapinhas adolescentes. Tudo ele aproveitava só para olhar pra trás e trocar olhares com aqueles olhos dela. E todos aqueles olhos de janela fingiam-se surpresos. Pelos óculos discretos, ele percebia toda a uma vida escondida atrás da transparência do óculos de armação colorida que apoiava-se preguiçosamente sobre o nariz desenhado do rosto da colega de sala. 
 
Ela parecia tão menina e carregava um olhar de séculos de amor que ele não conseguia entender. Ele parecia tão apaixonado que tinha toda ela nos olhos. E ela se via nos cerimoniosos olhos castanhos dele. Ele era tão sério que ela ria, tinha que rir. Ela era tão menina que ele se sentia bobo, pego de surpresa, desprevenido. E entre uma e outra distração, esqueciam-se de sua posição de espectadores um do outro, davam descanso ao cupido e ouviam alguns trechos da aula... 
 
Alguma coisa de Shakespeare era dita...
Mas Shakespeare podia esperar.
* * *

- nossa deve ser muito difícil saber que alguém terminou com você por não conseguir gostar.
 
- ah, deve ser mais difícil saber que ele só se aproxima quando precisa de colo ou de sexo.
 
- mas pelo menos não acabou por ele não conseguir gostar, aliás se algum dos dois conseguisse...
 
- deve ser muito ruim ficar nessa situação indefinida.
 
- é, deve mesmo.

* * *
T em horas que eu digo quase tudo.... e parece que não disse nada.
 
 
 
Eu quero te ver com um sorriso no rosto, com o coração quente, com o rosto iluminado.
 
 
E se for pra algum dia você sentir frio, que logo alguém te abrace e o mundo pareça quentinho.
E se você estiver cansado e com sono, que haja do seu lado um colo onde você possa encostar a cabeça e sonhar que tudo está bem.
E se em algum momento você sentir medo, que alguém esteja olhando por você.
 
E se, em algum outro momento, for pra você sentir saudade no seu coração... lembre de tudo que foi bom e de como as pessoas que estiveram por perto, ainda que hoje estejam distantes, sempre quiseram te ver bem e feliz...
 
Nessa hora, então, abra esse seu lindo sorriso e seja bem feliz, menino.
 
 
 
 
E da próxima vez eu termino te contando que....
eu te...
Musique actuelle:
more than words - extreme
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